
Lembra quando você era criança, e estava brincando de bolinhas de gude? De repente tua mãe te chamava e você juntava todas correndo, colocava no colo meio desajeitada e tentava carregar mais do que suas mãos podiam suportar? Óbvio que todas caiam no chão e você saia feito uma doida tentando juntar todas e era um verdadeiro caos. Cada uma prum lado, você correndo.... Se desse azar era capaz de tropeçar em alguma e cair um tombo (isso sempre acontecia comigo, desastrada como sou).... Lembra?
Crescemos.... E essas coisas continuam acontecendo comigo. Só que ao invés de bolinhas de gude, o que me caem e eu saio correndo atrás são palavras. Não sei o que acontece comigo, eu saio falando tudo que sinto, principalmente quando não sei o que dizer, dai sim eu falo, e falo mais do que deveria. E depois feito uma doida saio correndo atrás das palavras, tentando consertar.... Mas dai, já não dá. Já falei. Sorte se nada de mais grave acontecer e eu não cair nenhum tombo.
Sorte, que como quando eu era criança, ainda me levando rápido, me recupero logo... Os roxos e arranhões acabam durando um pouco mais.... Mas acho que é o preço que eu pago pela minha ansiedade (que aliás, anda bem mais tranquila), pela minha vontade de viver tudo até o fim.... Será que algum dia eu consigo fazer uma coisa, e principalmente pensar e falar uma coisa de cada vez?
2 comentários:
adorei a analogia! ^^
Sei beeem como é essa tal impulsividade. Acomete, e depois, sobra só a culpa, o remorso - o que, na maioria das vezes, tentamos contornar as situações, e só piora! Acho que para aprender de vez, só o tempo mesmo! Hehe
Beijoca guria
Postar um comentário